“A cota de tela para streaming é fundamental”, afirma Walter Salles.

Walter Salles

“A cota de tela para streaming é fundamental”, frase dita pelo Walter Salles, diretor bem conhecido pelo premiado longa-metragem Central do Brasil. Salles deu uma entrevista à Folha de São Paulo e se mostrou bem a favor das cotas no streaming para produções brasileiras: “Considero a regulamentação do Estado absolutamente necessária – e não só no cinema”.

Ele acredita que as minisséries independentes, os diversos programas infantis e documentários brasileiros de qualidade que estão surgindo são resultados direto das cotas para o produto audiovisual brasileiro na tv a cabo. Tais cotas criadas pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) durante a  presidência de Manoel Rangel.

Essas questões vieram à tona após a Ancine mostrar interesse em estabelecer cota de filmes brasileiros nos serviços de streaming, como a Netflix. A medida, que já ocorre nas emissoras de TV a cabo, exige que pelo menos 30% dos produtos disponíveis nas plataformas sejam nacionais.

Apesar de ser possível um aumento no valor pago pelos consumidores e uma redução de títulos disponibilizados – devido à maior quantidade de produções estrangeiras nas plataformas – Salles acredita que esta transformação pode trazer novas direções para a atividade audiovisual no País.

Salles também aproveitou para reforçar a relevância de O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho: “É o filme mais importante realizado no Brasil nos últimos anos. Abriu novas fronteiras para nossa cinematografia, renovou o interesse do público interno e externo pelos nossos filmes. Quando esse tipo de reconhecimento ocorre, toda a cinematografia brasileira é beneficiada”.

E vocês, também acham as cotas para streaming necessárias para a valorização das nossas produções? Contem pra nós da equipe VAV! 🙂

 

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1 Comentário
  1. GKDantas 2 anos atrás

    Com certeza as cotas ajudaram, MAS, um bem grande MAS é que alguém já tentou registrar uma pequena produtora na ANCINE? Pois é, tem milhares de empecilhos que acabam sempre deixando os pequenos de lado e a produção audiovisual recebeu realmente seu impulso com o Youtube que monetizava melhor os canais e o barateamento dos equipamentos. Acho que exigir 30% dos streaming pode até fazer eles desistirem ou entregarem um serviço de melhor qualidade.

    Tirar o monopólio do audiovisual da mão dos poucos que rolam seria a grande sacada, diminuir a burocracia e PRINCIPALMENTE fazer com que as verbas governamentais devam ser devolvidas com bilheteria, e não simplesmente deixando a galera que tem a chance de por a mão no dinheiro fazer o que bem entendem, esquecendo que o público é nosso cliente e não eles mesmos.

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